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Archive for the ‘Vinhos e Águas’ Category

Os bons vinhos são para serem partilhados. Aqui está seleção de um jantar de há mês e meio atrás.

– Contarini Valsé Prosecco (Venneto, Itália); leve e frutado, excelente para a conversa e preparação sensorial,

– Soalheiro primeiras vinhas 2010; a casa soalheiro não consegue fazer nada mau. Sempre com excelência

– Champagne Mumm (França); um clássico,

– Alvarinho Anselmo Mendes 2005; Alvarinhos evoluídos. Não são consensuais, mas eu gosto.

– Condessa de Santar branco 2008 (Dão); Elegância e frescura e acidez num equilíbrio extraordinário.

– Monte dos amantes, Dão – Excelente vinho atendendo ao preço. Envergonha muitos vinhos mais caros.

– Macchialupa, Le Surte taurasi, 2003  (Nápoles, Itália) . Muito bom para acompanhar carnes.

DucruBeaucaillou , França, 2006; Do outro mundo. Sem palavras

– Burmester Tawny 40 anos. Elegância, aromas extraordinários, complexidade,… Tudo de excelência… Dos melhores vinhos do porto que bebi.

– Ramos Pinto Quinta do Bem Retiro 20 anos. Esperava-se um pouquinho melhor. Mas bom.

Boas degustações

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Para acompanhar um “coq au vin“:

Loimer 2002 Gruner Veltliner

Quinta do Castro Vinha Maria Teresa 1998

Quinta do Vale Meão 2000

Madeira Barbeito Malvasia 1994 Single Cask 232c

É um grande privilégio poder provar certas obras primas e, quando estão juntas venha o diabo e escolha as melhores. O branco, austríaco de 2002, com uma cor fantástica, amarelo com rasgos alaranjados. Boa evolução, óptima vinho para ser acompanhado com um prato quente. Falhou ao não combinar com um prato quente. Apesar da idade, em muito boa forma, e muito gastronómico. Para os tintos não existem palavras. A diferença entre eles reside na evolução de cada um. O primeiro no ponto óptimo, extraordinário vinho, o segundo apesar da idade apresenta uma jovialidade impressionante.  Qualidade suprema. Do melhor que se faz em Portugal.

O madeira é um bom vinho, falta-lhe alguma elegância e persistência.

Para finalizar, o prazer à mesa não vem da conversa exaustiva do vinho ou da comida, provém da qualidade dos produtos, amizade…e da conversa.

As impressões de outra conviva:

“…para além de sermos uns privilegiados, prefiro o Maria Teresa. O vale meão será ainda melhor?! Mas daqui a um par de anos. O austríaco merecia um bocadinho mais de tempo mas, acabou-se! Deu-me ideia que só um branco, entre entrada e sopa é pouco, precisamos de dois brancos! 🙂 os tintos eram ambos fenomenais mas, a arrancar uma vitoria, e só pelo aroma, Maria Teresa. Diria um 8,5; 9,5 só para facilitar…

Quanto ao Madeira, muito competente mas algo duro na boca. O final era bom mas achei os tintos mais persistentes. Sem duvida os grandes vencedores. …

A vantagem foi termos falado pouco de vinhos. Significa que a conversa do resto valeu a pena! :)”

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Quantos: Previstos 5, efetivos 7.

A comida:

Tagliatelle de camarão
Risoto de cogumelos

A bebida:

Fleur du rhône petit arvine 2009
Fleur du rhône heida 2010
Marchese Antinori Chianti Classico Risierva 2006
Penfolds Bin 389 Cabernet Shiraz vintage 2002
Oremus Tokaji Aszú 5 puttoniyos 2000
Quinta da Sequeira colheita tardia 2009

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O vinho é sempre o pretexto para um serão bem passado. Para acompanhar uns rissois, tábua de queijos, presunto, camarões panados, uma mão de vaca temos:

Colares Branco – 1977 – 16 valores
É necessário sensibilidade para provar este vinho. Vinho proveniente das areias e vinhas rasteiras com sabor mediterrânico e ferrugento. Equilibrado e em boa forma. Boa surpresa, principalmente devido à idade.

Anselmo Mendes Alvarinho – 2005 – 17 valores
Um grande vinho de um grande enólogo. Complexo, estruturado e ainda com potencial de evolução.

Tapada de Coelheiros Garrafeira – 1999 – 17,5 valores
Embora “com um pé atrás” em relação a este vinho devido a más experiências atrás com vinhos desta casa, principalmente na relação preço/qualidade foi um boa escolha. Equilibrado, em grande forma,falta-lhe um pouco de corpo para a categoria de vinho  onde se insere. Uma grande vinho.

Vinho do Porto – 2000 adicionado a pipo de 18?? do amigo B.M. – 18 valores
A grande surpresa da noite. Da garrafeira do nosso amigo B.M., fabricado artesalnamente pelo pa,i é um porto fantástico. Floral, relação açúcar/alcool perfeita, estruturado, final prolongado. Fantástico. Tomara muitos tawnies à venda apresentarem esta qualidade. Excepcional.

JMG

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Dia do Vinho

 

“Onde o vinho falta, não há lugar para o amor.”
Eurípides

Para quem não sabia, como eu, já se comemora,também, o dia do vinho.

São iniciativas de salutar e para repetir; há que apostar num produto de excelência como o vinho. Seria bom festejar mais vezes o vinho tal como se faz com as cervejas…

A minha comemoração ocorreu no restaurante Vinho em Qualquer Circunstância na Batalha. Um espaço e um conceito muito bonito e agradável. É de facto um excelente local para contemplar o vinho, mas não para comer. Depois de umas entradas com uns bons enchidos e com umas gambas aceitáveis, o prato principal “apareceu” já passava das 23… bife com foie gras (eu quase não o vi, deve ter fugido na cozinha…) e redução de vinho do porto. Adiante, afinal estavamos ali para comemorar os vinhos!

Começamos com um Alentejo, da Herdade das Servas, com o Monte das Servas Branco Escolha 2009; gostei, apesar da sua juventude. Um bom vinho é o que poderemos dizer do Monte das Servas Tinto Colheita Seleccionada 2007; um bom ano e uma boa selecção de colheitas redundam num vinho fácil e bem feito. Achei curioso, apesar de não ter provado, o facto de terem já um monocasta Touriga Nacional! a casta portuguesa mais consagrada começa já a ter lugar comum noutras regiões para além do Douro. E do Douro, da Régua e de um velho conhecido, veio  Lavradores de Feitoria. Dos três vinhos em prova ( Três Bagos Viosinho 2008, Três Bagos Sauvignon Blanc 2009, Três Bagos Tinto 2005 e Meruge 2005) apenas bebi este último; já conhecia e era, provavelmente, o melhor de toda a prova.

Em representação da região vitivinícola de Terras do Sado esteve o Produtor Domingos Damasceno de Carvalho. Os vinhos em prova foram: Damasceno Tinto 2008 e Damasceno Tinto Reserva Kol de Carvalho 2006. Bebi os dois, e curiosamente gostei mais do primeiro. O segundo tinha excesso de madeira, facto discutido com a representante do vinho e com o qual ela concordou. Não basta colocar madeira para fazer um reserva, esta é minha opinião.

Do Dão veio a Quinta dos Carvalhais, com o Encruzado 2008, Qta dos Carvalhais Colheita 2007 e Qta dos Carvalhais Touriga Nacional 2000. Não provei nenhum deles; já os conhecia à excepção do Touriga Nacional. Aqui e uma vez mais, a nobre casta portuguesa a aparecer nas beiras.

Terminou tarde, mas bem esta “comemoração” do dia do vinho e como alguém conhecido costuma dizer, “O vinho é o melhor lugar para se encontrar com os amigos!”.

Bons Prazeres!

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Vinhos

Com a irregularidade que nos caracteriza, o Lichias lá vai, pouco a pouco, enriquecendo (ou não!…) os seus leitores (poucos!…), com prazeres vividos e, por vezes, pensados…

O post de hoje é dedicado aos vinhos; decidi colocar aqueles que fui bebendo entre Outubro de 2009 e Junho de 2010. Não sendo especialista na matéria, decidi, no entanto, atribuir uma cotação a cada um deles, tendo em conta as anotações que fui tomando ao longo destes meses.

Os anos de colheita estão, na sua maioria, balizados entre 2003 e 2008, oriundos na generalidade do Douro e Alentejo. São quase todos vinhos correntes tintos com preços que variam entre os 7 e os 20 euros, salvo uma ou outra excepção.

Fazendo um pequeno balanço, poderei dizer que fiquei decepcionado com os vinhos do premiado Paulo Laureano que, ao que parece, são excelentes nos topo de gama mas, neste caso, sofríveis nas gamas média e baixa. Outra decepção foi o Quinta do Cotto, o pior de todos . A grande surpresa chama-se Grou 2007; proveniente de Cabeção, Évora, é feito com castas todas elas tradicionais no alentejo, Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonês, revela um final longo e suave, não apresenta grandes defeitos e tem um preço muito em conta. Nota ainda para para os sempre bem feitos Quinta da Leda e Vale D.Maria, ambos de 2007;  sem surpresa, dois grandes vinhos.

E como o verão está aí, um Lambrusco sabe sempre bem; no Ecomarché por 3 euros e picos; Bem agradável!

Bons Prazeres!

  • Quinta de la Rosa 2007 (normal) – 15
  • Evel 2007 (normal) – 14,5
  • Quinta do Cotto 2008 (normal) – 11
  • Casa de Santar Reserva 2003 – 13,5
  • Amo-te 2007 (Paulo Laureano) – 13
  • Montes Ermos Grande Reserva Touriga Nacional 2007 – 16,5
  • Quinta de Maritávora 2008 (normal) – 16
  • Diálogo 2007 – 16
  • Paulo Laureano Clássico 2007 – 12,5
  • Esteva 2007 – 13,5
  • Esteva 2008 – 12
  • Cistus (normal) 2007 – 13
  • Grou – Herdade de Cabeção 2007 – 17
  • Cartuxa – Branco 2007 – 14,5
  • Vale Pradinhos (normal) 2008 – 14,5
  • Montes Ermos Reserva Branco 2008 – 14
  • Dolium (ano ?) – 15
  • Quinta do Grifo 2004 (normal) – 15,5
  • Quinta do Grifo 2007 (normal) – 15,5
  • Quinta das Baceladas 2007 – 15
  • Ribera del Duero (Crianza) 2004 – 15,5
  • Pintas Character 2006 – 16,5
  • Quinta Vale D.Maria 2007 – 16,5
  • Olho de Mocho Reserva Branco (2007) – 15
  • Quinta da Leda 2007 – 17
  • Lambrusco (Ecomarché) – 14

Portos :

  • Porto 10 Anos (Pingo Doce) – 13
  • Porto Dow´s – Tawny (10 anos) – 14,5

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Há uns tempos atrás num almoço memorável em que participei num dos restaurantes de excelência portuguesa (e como tudo também da moda) levou-me a reflectir um pouco sobre como a busca do prazer poderá ser nefasta ao prazer. Talvez esta reflexão seja fruto da peleven3resença feminina (bendito o homem entre as mulheres) que me proporcionaram o prazer de um almoço que de outro modo ou noutra situação não conseguiria.
O almoço iniciou-se com as sugestões do chef e fomos lentamente saboreando, conversando, contando histórias… até que … dei por mim a não pensar nas questões técnicas, comparações vínicas e gastronómicas, na busca do aroma mais recôndito, que poderia não existir.
Estava criado um ambiente onde o pedantismo de encontrar aquele cheiro/sabor inexistente, conhecer aquela técnica culinária não existia. Era saborear por saborear, deixar-nos levar pelo que o chef nos proporcionava, pelas combinações que fazia. Deixar fluir o tempo com o verdadeiro prazer.

Enfim, talvez até então, um dos melhores almoços de sempre. Uma lição desde então.

JMG

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